Contra-ataque de Trump: Tarifa sobe para 15% e Brasil segue sob investigação

Redação Pernambuco Informa

Após derrota na Suprema Corte, Trump dobra a aposta no protecionismo; Escritório de Comércio (USTR) mantém “pente-fino” sobre etanol, desmatamento e pagamentos eletrônicos no Brasil.

A nova tarifa de 15% (baseada na Seção 122) é apresentada como uma medida de “equilíbrio de balanço de pagamentos”, uma estratégia jurídica para contornar a decisão que impediu o uso de leis de emergência para taxar o comércio.

🔍 A “Lista Negra” da Seção 301

A investigação baseada na Seção 301 é mais profunda e perigosa do que a tarifa geral, pois permite punições cirúrgicas. O USTR está auditando seis pontos críticos da relação com o Brasil:

  1. Comércio Digital e Pix: Os EUA questionam a soberania brasileira sobre serviços de pagamento eletrônico, vendo o sucesso do Pix como uma barreira para empresas como Visa e Mastercard.
  2. Etanol: A barreira histórica ao álcool combustível brasileiro, que compete diretamente com o milho dos fazendeiros americanos (base eleitoral de Trump).
  3. Propriedade Intelectual: Suspeitas de que o Brasil não protege patentes americanas adequadamente.
  4. Desmatamento Ilegal: O uso de questões ambientais como “barreira não tarifária” para dificultar a entrada da carne e soja brasileiras.
  5. Corrupção: Interferência em processos que envolvem empresas americanas no Brasil.

🥊 A Batalha das Seções: 122 vs. 301

Entenda a diferença das ferramentas que Trump está usando para pressionar o Brasil e a China:

FerramentaObjetivoStatus Atual
Seção 122Taxar todos os países para proteger o dólar e as reservas dos EUA.Tarifa elevada para 15% via rede social neste sábado.
Seção 301Punir países específicos por práticas “injustas” ou “desonestas”.Brasil e China seguem investigados; novas taxas podem ser somadas aos 15%.

🇧🇷 O Impacto para o Exportador Brasileiro

Com a tarifa geral subindo para 15%, produtos que já enfrentavam dificuldades de margem podem se tornar inviáveis no mercado americano.

  • Agronegócio: Soja e suco de laranja perdem competitividade para produtores locais ou de países com acordos bilaterais com os EUA.
  • Indústria: Peças automotivas e calçados produzidos no Brasil ficam mais caros que os similares produzidos dentro dos EUA.

🏛️ Reação Diplomática

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, deve contestar a medida na Organização Mundial do Comércio (OMC). No entanto, com o sistema de tribunais da OMC enfraquecido pela falta de indicação de juízes pelos próprios EUA, a solução deve ser política e direta entre Lula e Trump.

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