Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra senador com 46,3% contra 46,2% do petista; queda de Lula e subida de Flávio consolidam a herança de votos do bolsonarismo.
O levantamento indica que a polarização no Brasil não apenas persiste, mas encontrou um novo rosto para o embate direto contra o PT, caso a inelegibilidade de Jair Bolsonaro se mantenha.
📈 Os Números do Confronto Direto

A variação em relação à pesquisa anterior mostra uma tendência de queda para o atual presidente:
| Candidato | Intenção de Voto (Fev/26) | Variação (Pesquisa Anterior) |
| Flávio Bolsonaro (PL) | 46,3% | ⬆️ +1,4% |
| Lula (PT) | 46,2% | ⬇️ -3,0% |
| Brancos/Nulos/Indecisos | 7,5% | – |
[Image showing a line graph of the electoral trend from 2025 to Feb 2026, with Lula’s line slightly descending and Flavio Bolsonaro’s line ascending until they cross]
🔍 Por que Lula caiu e Flávio subiu?

Analistas da Atlas Intel apontam alguns fatores que explicam esse movimento pós-Carnaval:
- Desgaste da Economia: O impacto do “tarifaço” de Trump e as incertezas sobre o crescimento econômico começam a pesar na popularidade do governo.
- Consolidação do Espólio: Flávio parece ter herdado com sucesso a base fiel do pai, capturando o eleitorado que rejeita o PT, independentemente das investigações judiciais.
- Vácuo no Centro: O recuo de Lula abre espaço para que a oposição cresça entre os eleitores que não se sentem contemplados pelas políticas sociais atuais.
🎭 Outros Cenários Testados

A pesquisa também mediu a temperatura de outros nomes:
- Lula vs. Jair Bolsonaro: Em uma simulação com o ex-presidente (hoje inelegível), Lula ainda lidera por 44,9% contra 43,4%.
- Terceira Via: Nomes como Ciro Gomes (3,8%) e Simone Tebet (2%) seguem com dificuldades de romper a barreira dos dois dígitos, reforçando que 2026 caminha para ser uma “revanche” direta entre as duas grandes forças nacionais.
🏛️ O Que Isso Significa para Pernambuco?

Aqui em Pernambuco, esse empate técnico nacional deve acelerar a definição de palanques.
- Se Lula continuar caindo, candidatos como João Campos podem ter que recalcular o tamanho do adesismo à imagem do presidente na campanha estadual.
- Já a oposição ligada a Raquel Lyra (que hoje flerta com o governo federal, mas tem base conservadora) observará esses números para decidir o quão longe ou perto quer estar do bolsonarismo.
