Ex-presidente receberá estímulos elétricos via clipes auriculares para conter soluços e quadros de depressão; sessões ocorrerão três vezes por semana sob forte vigilância na “Papudinha”.
A defesa alega que o tratamento é essencial para estabilizar os parâmetros de saúde do ex-presidente, que apresentou piora no sono e picos de soluços crônicos desde sua transferência em janeiro.
🩺 O Tratamento: Como funciona a CES?

Diferente de procedimentos invasivos, a Estimulação Elétrica Craniana (CES) autorizada por Moraes possui protocolos rígidos:
- Método: Uso de clipes auriculares bilaterais que emitem correntes elétricas de baixa intensidade.
- Duração: Sessões de 50 a 60 minutos, com o paciente em repouso consciente.
- Frequência: Segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 19h.
- Objetivo: Além de interromper o reflexo do soluço (ligado ao nervo vago), o tratamento busca mitigar sintomas de ansiedade e depressão relatados pela defesa.
⛓️ A Rotina na “Papudinha”

Condenado em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Bolsonaro vive hoje uma rotina restrita:
- Segurança Máxima: O Batalhão onde está detido passou por reformas para abrigar o ex-mandatário, garantindo isolamento de outros presos comuns.
- Vistoria Médica: O médico Ricardo Caiado terá que submeter todos os aparelhos eletrônicos à inspeção da guarda antes de entrar na cela.
- Articulação Política: A permanência no batalhão da PM (em vez de um presídio comum como a Papuda) foi fruto de uma negociação direta envolvendo Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro.
🏛️ O Contexto Político: 2026 em Ebulição

A autorização de Moraes ocorre em um momento de extrema polarização nas pesquisas:
- Enquanto Bolsonaro trata a saúde na prisão, seu filho Flávio Bolsonaro aparece em empate técnico com Lula para a eleição presidencial de outubro.
- Para os aliados, o tratamento é uma questão humanitária. Para os críticos, é um “mimo” jurídico que outros detentos não possuem acesso.
📍 Reflexo em Pernambuco

Em Gravatá e no interior do estado, onde o apoio a Bolsonaro ainda é vocal em setores do agronegócio e evangélicos, a notícia da “saúde debilitada” do ex-presidente costuma gerar correntes de oração e movimentos em redes sociais, alimentando a narrativa de “martírio” para a campanha de Flávio Bolsonaro.
