Eclipse lunar total cria tonalidade avermelhada e mobiliza observadores em todo o mundo; atmosfera terrestre atua como uma lente, projetando apenas as ondas de luz vermelha sobre o satélite.
Os registros fotográficos feitos de telescópios e até de celulares comuns mostram o alinhamento exato que marca este evento astronômico de 2026.
🧪 A Ciência por trás da Cor

O termo “Lua de Sangue” não é científico, mas descreve perfeitamente o efeito visual causado pela Dispersão de Rayleigh:
- O Bloqueio: A Terra impede que a luz direta do Sol atinja a Lua.
- O Filtro: A luz solar passa pelas bordas da atmosfera da Terra. As cores com comprimentos de onda menores (azul e violeta) são espalhadas, enquanto as ondas mais longas (vermelho e laranja) são dobradas e projetadas na superfície lunar.
- O Indicador: Curiosamente, quanto mais poeira ou fumaça houver na atmosfera terrestre (por poluição ou erupções vulcânicas), mais escuro e intenso é o vermelho da Lua.
📸 Registros pelo Mundo

- Brasil: No Nordeste e Sudeste, o céu limpo favoreceu a observação. Em Pernambuco, o fenômeno foi visto com clareza logo após o nascer da Lua.
- Internacional: Observatórios no Chile, Austrália e partes da Ásia relataram um dos eclipses mais longos e visíveis da década.
📍 Observação em Gravatá

Para quem acompanhou de Gravatá, a altitude da nossa região e a menor poluição luminosa em áreas rurais garantiram um dos melhores pontos de observação do estado. Se você tirou fotos, elas certamente capturaram a Lua com uma nitidez superior à das capitais litorâneas, onde a nebulosidade costuma atrapalhar.
