⚖️ Consultoria Estratégica: Viviane Barci de Moraes detalha atuação para o Banco Master

Redação Pernambuco Informa

Advogada afirma ter realizado 94 reuniões e produzido 36 pareceres de compliance; nota enfatiza que serviços foram de natureza consultiva e estratégica, sem atuação direta no STF.

A mudança de postura de Viviane, que agora conta com assessoria de imprensa própria, sinaliza uma tentativa de desvincular o valor do contrato de qualquer suposto tráfico de influência, focando no volume de entregas técnicas.

🔍 O “Raio-X” dos Serviços Prestados

Segundo a nota oficial, a atuação da advogada concentrou-se nos bastidores da governança do banco:

  • Compliance e Ética: Viviane afirma ter sido peça-chave na implementação do novo Código de Ética do Master e na estruturação de políticas de conformidade.
  • Pareceres Jurídicos: Os 36 documentos produzidos abordariam “opiniões legais” sobre riscos regulatórios.
  • Análise de Inquéritos: A advogada confirmou ter auxiliado na “análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais”, embora a nota não especifique se tais inquéritos envolviam diretamente os executivos do banco presos na Operação Compliance Zero.
  • A Questão do STF: A defesa reforça que a advogada nunca protocolou petições ou atuou formalmente em processos do banco perante o Supremo Tribunal Federal.

💰 A Polêmica dos Valores

O contrato de R$ 129 milhões é o centro das atenções por ser considerado fora dos padrões de mercado para advogados que não figuram ativamente no contencioso (disputas judiciais) de grandes cortes.

  1. Argumento da Defesa: O valor seria compatível com a “complexidade e a responsabilidade” de blindar uma instituição do porte do Master contra riscos criminais e administrativos.
  2. Contexto da PF: Os investigadores agora cruzam as datas das 94 reuniões citadas por Viviane com o cronograma de acessos ilegais aos sistemas da Polícia Federal feitos por Vorcaro, para verificar se houve sobreposição de informações.

📍 Repercussão Política e Jurídica

A nota de Viviane Barci de Moraes tenta conter o desgaste político que o caso impõe ao ministro Alexandre de Moraes:

  • Brasília: No Congresso, a oposição utiliza os números da nota para questionar a “moralidade” dos valores e pressionar por investigações mais profundas no âmbito da Comissão de Ética da Presidência ou do próprio Judiciário.
  • Mercado Jurídico: O detalhamento de 94 reuniões é visto como um esforço para comprovar “horas de trabalho” efetivas (billable hours), técnica comum em grandes escritórios para justificar honorários elevados.
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