O prefeito do Recife desmentiu a “chapa pronta” e garantiu que o PDT continua no páreo, enquanto admite diálogos avançados com o bloco de centro-direita liderado pelo PP e União Brasil.
A disputa pela segunda vaga ao Senado na chapa de Campos tornou-se o principal nó político do estado. De um lado, o desejo de manter a unidade da esquerda; do outro, a necessidade pragmática de atrair forças do interior e do centro.
🔍 Os Três Eixos da Disputa pelo Senado



| Bloco | Principais Nomes | Força Política |
| Esquerda (PDT) | Marília Arraes | Apelo popular e histórico de votação expressiva na Região Metropolitana. |
| Centro-Direita (PP) | Eduardo da Fonte | Forte capilaridade no interior e controle de uma das maiores bancadas na Alepe. |
| Centro-Direita (União) | Miguel Coelho | Representação do Sertão e força do grupo político de Petrolina. |
🎙️ A Reação de João Campos

Campos tentou baixar a temperatura da declaração de Lupi, reforçando que:
- Não há decisão individual: “Na política não há afirmação individual soberana”, afirmou o prefeito, rechaçando a ideia de que a chapa estaria fechada sem diálogo.
- Agenda em Brasília: Na próxima semana, o prefeito terá uma reunião crucial na capital federal com a cúpula do PDT para tentar alinhar os interesses nacionais com a realidade local.
- Abertura ao PP/UB: Pela primeira vez, João Campos admitiu abertamente as conversas com Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, sinalizando que a aliança pode sim guinar à direita para garantir a governabilidade e o apoio dos prefeitos do interior.
📍 O Impacto em Gravatá e no Agreste

A definição dessa chapa mexe diretamente com as bases políticas locais em Gravatá:
- Divisão de Apoios: O prefeito Joselito Gomes, sendo do PSB, terá o desafio de acomodar esses diferentes interesses. Se Miguel Coelho ou Eduardo da Fonte entrarem na chapa, lideranças locais que tradicionalmente fazem oposição a esses nomes precisarão rever suas estratégias.
- Voto Casado: O eleitor de Gravatá, que historicamente vota de forma dividida para o Senado, terá que escolher entre nomes com perfis muito distintos: o alinhamento ideológico com Humberto Costa ou o pragmatismo de nomes ligados ao PP ou União Brasil.
- O fator Marília Arraes: Marília possui uma base fiel no Agreste. Sua exclusão da chapa majoritária poderia criar uma dissidência de votos que beneficiaria candidatos da oposição estadual.
