Acordo entre Irã e EUA: Detalhes revelam plano para reabertura do Estreito de Ormuz e fim de bloqueio

Redação Pernambuco Informa

Os bastidores de uma possível resolução diplomática para os conflitos no Oriente Médio começaram a vir a público. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um acordo abrangente com o Irã está “em grande parte negociado”. A declaração ocorre após uma intensa rodada de consultas diplomáticas realizadas no fim de semana com Israel e diversos líderes da região.

Apesar do otimismo da Casa Branca, integrantes do alto escalão do governo americano adotaram um tom de cautela. O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou avanços significativos nas tratativas, mas evitou dar o processo como concluído antes da assinatura formal.

Termos do rascunho: Urânio, petróleo e o Estreito de Ormuz

De acordo com autoridades regionais que acompanham as deliberações sob condição de anonimato, o rascunho do tratado estabelece concessões mútuas de grande impacto para a economia e a segurança global.

Principais pontos do plano de negociação:

  • Renúncia nuclear: O Irã deve se comprometer formalmente a não buscar o desenvolvimento de armas nucleares, aceitando abrir mão de todo o seu estoque atual de urânio altamente enriquecido.
  • Rotas comerciais: O Estreito de Ormuz — canal marítimo vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — será reaberto de forma gradual.
  • Fim do bloqueio portuário: Em contrapartida à abertura do estreito, os EUA suspenderão progressivamente o bloqueio militar e econômico aos portos iranianos.
  • Isenção de sanções: O governo americano deve conceder isenções temporárias para permitir que o Irã volte a exportar petróleo legalmente no mercado internacional.
  • Fundos congelados: O alívio de sanções financeiras e o cronograma para a liberação de bilhões de dólares em fundos iranianos retidos no exterior serão detalhados em uma janela de 60 dias.

Alinhamento regional e cessar-fogo com o Hezbollah

O anúncio de Trump encerra uma semana de extrema tensão geopolítica, marcada por discussões em Washington sobre uma potencial nova rodada de ataques aéreos contra a República Islâmica, o que ameaçava romper um frágil cessar-fogo na região.

Para costurar a proposta, o mandatário americano realizou conversas telefônicas separadas com os líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia, Bahrein e Israel.

As fontes diplomáticas apontam que o escopo das negociações vai além da relação bilateral entre Washington e Teerã. O texto final prevê a consolidação do fim das hostilidades entre as forças de Israel e do grupo Hezbollah, além de um compromisso mútuo de não interferência nos assuntos internos e na soberania de outros países do Oriente Médio.

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