Acordo Mercosul-UE: O “Escudo” de Pernambuco contra o Tarifaço de Trump

Redação Pernambuco Informa

Fruticultura do Vale do São Francisco, Polo Automotivo de Goiana e setor sucroalcooleiro ganham acesso inédito à Europa com tarifa zero, compensando as perdas nas exportações para os EUA.

Enquanto os Estados Unidos de Donald Trump impõem barreiras alfandegárias severas aos produtos brasileiros, a União Europeia abre suas portas para Pernambuco. Especialistas da FIEPE e do Sindaçúcar-PE preveem um salto de competitividade que pode reconfigurar a balança comercial do estado nos próximos cinco anos.

🔋 Setor Sucroalcooleiro: O Fim da Dependência Americana

Pernambuco, que hoje sofre com uma tarifa de 50% nas 155 mil toneladas de açúcar exportadas para os EUA, ganha na Europa um mercado “limpo” de impostos:

  • Açúcar: Nova cota de 180 mil toneladas com tarifa zero.
  • Etanol Químico/Farmacêutico: Cota de 450 mil toneladas com tarifa zero.
  • Etanol Combustível: Cota de 200 mil toneladas com condições facilitadas.

🚗 Polo Automotivo (Goiana): Competitividade Global

O complexo industrial da Stellantis e seus fornecedores serão diretamente beneficiados pela redução gradual da tarifa de importação/exportação, que hoje sufoca o setor em 35%.

  • Impacto: Facilitação da entrada de componentes europeus de alta tecnologia e maior facilidade para exportar veículos montados em Pernambuco para o mercado europeu, aproveitando o Porto de Suape.

🍎 Fruticultura: O Vale do São Francisco no Topo

O acordo elimina tarifas para frutas frescas, beneficiando diretamente os produtores de manga e uva de Petrolina. Atualmente, os EUA são um grande comprador, mas as taxas de Trump tornaram o mercado europeu muito mais atraente e lucrativo.

Análise Técnica: Por que isso é vital agora?

Segundo Maurício Laranjeira (FIEPE), o acordo não é apenas sobre vender mais, mas sobre importar melhor. A indústria pernambucana poderá comprar máquinas e insumos europeus com custos reduzidos, modernizando as fábricas locais.

“A medida é saudável para o livre mercado, no momento em que o mundo procura ampliar parcerias diante de fechamentos unilaterais”, afirma Renato Cunha (Sindaçúcar-PE).

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