A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais. A medida, que agora segue para o Senado, é uma promessa de campanha do presidente Lula e visa beneficiar milhões de contribuintes a partir de janeiro de 2026.
O Alívio Financeiro na Prática

A principal novidade é a isenção de IR para rendimentos de até R$ 5 mil mensais (R$ 60 mil anuais). O impacto financeiro para essa faixa salarial será significativo:
| Salário Mensal | Ganho Mensal (Economia) | Ganho Anual (c/ 13º) | Aumento Anual (Equivalente a) |
| R$ 5.000 | R$ 312,89 | R$ 4.067,57 | 81,35% de um salário mensal |
A economia anual de mais de R$ 4 mil representa um alívio substancial no orçamento das famílias.
Quem Mais Será Beneficiado?

O projeto também introduz um desconto progressivamente menor para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350 mensais.
- Exemplo: Quem recebe R$ 7 mil por mês terá um ganho de R$ 46,61 mensais, totalizando cerca de R$ 605,87 no ano (incluindo 13º).
Para quem ganha acima de R$ 7.350 mensais, não haverá impacto, pois a tributação seguirá a tabela progressiva normal. Também nada muda para quem já está isento na tabela atual (renda até R$ 3.036).
A Conta: Mais Isentos e Super-Ricos Financiando

Com a proposta, o Brasil terá mais de 26,6 milhões de contribuintes isentos de IR. Para compensar a perda de arrecadação (estimada em R$ 25,8 bilhões em 2026), a Câmara manteve a taxação progressiva para a alta renda, o que é considerado uma medida de justiça fiscal.
- Quem Paga a Diferença: Pessoas com rendimentos anuais acima de R$ 600 mil (mais de R$ 50 mil mensais) serão tributadas com alíquotas progressivas de até 10%.
- Tributação de Lucros e Dividendos: O projeto prevê a taxação de 10% sobre lucros e dividendos distribuídos por empresas, desde que a distribuição mensal para um mesmo sócio ultrapasse R$ 50 mil. Atualmente, esses rendimentos são isentos de IR.
A proposta, que cumpre uma promessa de campanha, deve incluir cerca de 10 milhões de novos contribuintes na lista de isenção, elevando o total de isentos para aproximadamente 65% dos declarantes no país.
