Cibercrime em Foco: Os Golpes Mais Comuns Aplicados Através do WhatsApp

Redação Pernambuco Informa

O WhatsApp se consolidou como uma das principais ferramentas de comunicação no Brasil, mas também se tornou o palco preferencial para cibercriminosos. Uma pesquisa do Ipec revelou que quase um terço dos brasileiros já foi alvo de algum tipo de golpe por telefone, sendo o aplicativo de mensagens o meio mais explorado.

Para proteger suas informações e seu dinheiro, é crucial conhecer as táticas mais utilizadas pelos golpistas.

Táticas Comuns de Fraude no WhatsApp

Os golpes utilizam engenharia social para manipular a vítima e obter acesso a dados sensíveis, contas ou recursos financeiros:

1. Golpe do Código de Verificação

Neste golpe, os criminosos se passam por representantes de instituições (bancos, empresas) ou, de forma mais convincente, por um amigo ou familiar. Eles solicitam um código de verificação que a vítima acabou de receber por SMS. Na realidade, esse código é a chave de acesso que permite aos golpistas assumirem o controle da conta do WhatsApp da vítima.

2. Clonagem de WhatsApp

Este método é mais técnico. Os criminosos utilizam técnicas para obter o número da vítima e, então, enganam o suporte técnico do WhatsApp para que o código de verificação seja enviado para um novo dispositivo sob o controle do golpista, resultando na clonagem da conta. Uma vez clonada, eles usam a conta para pedir dinheiro aos contatos da vítima.

3. Falsos Prêmios, Sorteios e Ofertas

O golpista envia mensagens tentadoras informando que a vítima ganhou um prêmio, sorteio ou benefício governamental. Para resgatar o valor, é solicitado que a vítima clique em um link e preencha um formulário com dados pessoais ou sensíveis. Essa tática é também usada para oferecer empréstimos com juros irrisórios ou promoções de vendas irreais, visando roubo de dados ou a instalação de malware.

4. Falso Pedido de Ajuda (Sequestro ou Emergência)

Uma das táticas mais apelativas. O criminoso, fingindo ser um familiar ou conhecido, envia mensagens com um pedido urgente de ajuda financeira, alegando uma situação de emergência, como um acidente, doença ou roubo. O tom de urgência serve para que a vítima não consiga checar a veracidade da informação antes de transferir dinheiro.

5. Phishing

O phishing (pescaria digital) consiste no envio de links maliciosos pelo WhatsApp. Ao clicar, a vítima é redirecionada para uma página falsa que imita sites confiáveis, como portais de bancos, serviços conhecidos ou até mesmo páginas de agendamento de vacinas. O objetivo é fazer com que a vítima insira informações confidenciais, como senhas, números de cartões ou dados bancários.

A melhor defesa é sempre manter a desconfiança e jamais compartilhar códigos de segurança ou clicar em links suspeitos.

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