Mobilização ocorre em resposta à queda de Maduro na Venezuela; Havana treina milícias civis e ativa protocolos de exceção para enfrentar “agressões externas”.
A reunião, divulgada pela imprensa estatal neste domingo (18 de janeiro de 2026), marca uma mudança de postura do governo de Miguel Díaz-Canel. Com os Estados Unidos demonstrando disposição para intervenções diretas na região (como visto em Caracas), Cuba reativou seus planos de defesa territorial baseados na resistência civil massiva.
🛡️ A Doutrina “Guerra de todo o Povo”

Cuba não possui recursos para um embate militar convencional de longa duração contra os EUA. Por isso, utiliza uma estratégia de Guerra Assimétrica:
- Mobilização Civil: Treinamento de milhões de cidadãos integrados às Milícias de Tropas Territoriais (MTT).
- Descentralização: O país é dividido em zonas que devem ser capazes de resistir de forma autônoma caso o comando central seja atingido.
- Guerra de Desgaste: O objetivo é tornar o custo de uma ocupação estrangeira insuportável através de táticas de guerrilha urbana e sabotagem.
🚩 O Fator Venezuela e a Crise Energética

A captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 foi o gatilho para a crise atual:
- Corte de Suprimentos: Sem o petróleo venezuelano, Cuba enfrenta blecautes severos, o que gera instabilidade interna e aumenta o medo de que os EUA aproveitem a fragilidade para incentivar uma revolta popular.
- Isolamento Geopolítico: Com Washington controlando Caracas, Havana perdeu sua maior “barreira de proteção” ideológica e logística na América Latina.
- Dia Nacional da Defesa: As atividades deste sábado serviram para testar a “coesão dos órgãos de direção”, ou seja, garantir que a cúpula do Partido Comunista mantenha o controle em caso de invasão ou colapso econômico.
🏛️ O Conselho de Defesa Nacional

Este é o órgão máximo de poder em “circunstâncias excepcionais”. Ele tem autoridade para suspender direitos civis, racionar alimentos e assumir o comando de todas as indústrias para fins de sobrevivência militar.
