O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República pelo seu partido, manifestou dúvidas sobre a conveniência de associar sua imagem à do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração, dada à ‘LeoDias TV’ na segunda-feira (15), sinaliza uma avaliação estratégica em meio a debates sobre sanções e articulações eleitorais no Brasil.
Avaliação Estratégica e Relação com os EUA

Flávio Bolsonaro buscou desvincular a influência de sua família das decisões políticas do governo americano e questionou o benefício de ter Trump como um aliado colado à sua imagem neste momento.
- Minimizando Influência: O senador rejeitou a ideia de que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, teria influência direta sobre as decisões de Washington.
- Declaração de Dúvida: “Nem sei se é bom ter Trump colado com a minha imagem”, afirmou, sugerindo que o apoio internacional pode não ser o fator decisivo para sua pré-candidatura.
- Foco Estratégico: Para Flávio, as recentes movimentações dos EUA estariam mais ligadas aos interesses estratégicos americanos no cenário brasileiro do que a articulações políticas internas.
Sanções e Contexto Político

A fala ocorre logo após o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) dos EUA ter retirado o ministro Alexandre de Moraes, sua esposa e uma empresa familiar da lista de sanções da Lei Magnitsky.
- Repercussão da Sanção: Flávio Bolsonaro entende que o episódio da retirada das sanções não pode ser atribuído a pressões individuais ou articulações eleitorais, mas sim a uma “avaliação mais ampla do governo americano sobre o cenário brasileiro”.
- Interesse Americano: O senador destacou que Trump já demonstrava preocupação com empresas e cidadãos dos EUA que estariam sendo afetados por decisões judiciais no Brasil.
PL da Dosimetria no Senado

Em suas redes sociais, Flávio ligou a retirada das sanções à tramitação do projeto de lei que propõe rever penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, conhecido como PL da Dosimetria.
- O texto, que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, deve ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
- Segundo o parlamentar, o momento é propício para ajustes no projeto e para ampliar o debate político em torno da proposta, que será um tema central nas próximas semanas.
