A Prefeitura de Gravatá firmou recentemente um contrato emergencial com o custo de R$ 4.232.096,59 com a empresa Via Ambiental Engenharia e Serviços Ltda para a realização dos serviços de coleta de lixo, limpeza urbana e destinação final dos resíduos sólidos do município pelo período de três meses. O novo contrato, firmado sem licitação, foi oficializado por meio da Dispensa Emergencial nº 008/2025 e representa um custo mensal aproximado de R$ 1.410.698,86 aos cofres públicos.
O valor atual chama atenção pelo expressivo aumento em relação ao contrato firmado com a mesma empresa em 2020, na gestão do então prefeito Joaquim Neto (PSDB), quando o município também utilizava os serviços da Via Ambiental. Na época, a Prefeitura pagava R$ 624 mil mensais, valor que já incluía a operacionalização do aterro sanitário de Gravatá.
Comparando os dois períodos, o custo mensal da coleta de lixo aumentou cerca de 126% em cinco anos. Além do impacto financeiro, outro fator que gera preocupação é o retrocesso ambiental: enquanto em 2020 o município tinha um aterro sanitário regulamentado a um custo 126% menor, atualmente os resíduos estão sendo despejados sem nenhum controle e o aterro virou um lixão a céu aberto, prática considerada irregular e prejudicial à saúde pública e ao meio ambiente.
A prefeitura de Gravatá, através das redes sociais, divulgou fotos, vídeos e textos durante todo o dia mostrando que a Via Ambiental já iniciou os serviços. Segundo a prefeitura, a coleta e a destinação dos resíduos devem ser normalizada já nos próximos dias.
