Impeachment de João Campos: Câmara decide futuro da denúncia na terça-feira

Redação Pernambuco Informa

Procuradoria Legislativa dá “sinal verde” para votação em plenário; oposição foca em suposta fraude em concurso, enquanto prefeito classifica movimento como “oportunismo eleitoral”.

O caso central gira em torno da nomeação de Lucas Vieira da Silva para o cargo de procurador municipal. O candidato, que originalmente ocupava a 63ª posição na ampla concorrência, foi reclassificado administrativamente para uma vaga de Pessoa com Deficiência (PCD) sem ter concorrido inicialmente nessa cota, o que gerou denúncias de quebra de isonomia e favorecimento.

⚖️ Os Pilares da Acusação

O pedido de impeachment, protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), baseia-se em:

  • Descumprimento de Edital: A inclusão de um candidato na lista PCD após a homologação e sem previsão editalícia configuraria infração político-administrativa.
  • Suposto Favorecimento: Lucas é filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e de um juiz que atua em varas de crimes contra a administração pública, o que levantou suspeitas da oposição sobre “troca de favores”.
  • Improbidade: A denúncia alega que o ato do prefeito violou os princípios da moralidade e impessoalidade.

🛡️ A Defesa de João Campos

O prefeito e sua bancada reagiram duramente às acusações:

  1. Erro Sanado: O governo ressalta que a nomeação foi tornada sem efeito no dia 31 de dezembro de 2025, logo após a repercussão, e o candidato originalmente aprovado (Marko Batista) já tomou posse.
  2. Oportunismo Político: Campos afirma que a oposição tenta criar um “fato político” em ano eleitoral, já que ele lidera as pesquisas para o Governo de Pernambuco.
  3. Controvérsia Jurídica: A prefeitura defende que se tratou de uma disputa administrativa complexa entre dois candidatos com deficiências distintas e que não houve dolo.

📊 O Jogo de Força no Plenário

A votação de terça-feira funcionará como um termômetro político:

  • Admissibilidade: Para que o processo avance, é necessária a maioria simples dos presentes. Se admitido, será formada uma comissão especial sorteada entre os vereadores.
  • A CPI “Fura-Fila”: Paralelamente, uma tentativa de abrir uma CPI sobre o mesmo tema segue com 9 assinaturas, faltando apenas 4 para ser protocolada. O resultado do impeachment na terça deve ditar o ritmo dessa outra investigação.

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