Cerca de 3 milhões de aposentados ainda podem solicitar a devolução de descontos indevidos identificados pela Operação “Sem Desconto”. Saiba como identificar a fraude e quais canais utilizar.
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) confirmou que o prazo final para que aposentados e pensionistas solicitem o ressarcimento de descontos indevidos foi estendido até o dia 14 de fevereiro. A medida, anunciada pelo presidente do instituto, Gilberto Waller, visa alcançar as vítimas de fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) que ainda não reaveram seus valores.
Números da Operação “Sem Desconto”



A ofensiva conjunta entre Polícia Federal, CGU e AGU já apresenta resultados expressivos na reparação dos danos aos beneficiários:
- Contestações realizadas: 6,2 milhões de segurados.
- Beneficiários já ressarcidos: 4,1 milhões.
- Valor total devolvido: R$ 2,8 bilhões.
- Público restante: O governo estima que 3 milhões de pessoas ainda têm direito ao ressarcimento, mas ainda não fizeram o pedido.
Como identificar o desconto indevido?

Os descontos geralmente aparecem no extrato de pagamento com nomes de associações, sindicatos ou entidades de classe, sem que o aposentado tenha assinado qualquer autorização. Valores pequenos, muitas vezes entre R$ 30 e R$ 80, eram retirados mensalmente para não chamar a atenção do segurado.
Canais Oficiais para Solicitação

Para garantir a segurança dos dados e a gratuidade do processo, o INSS recomenda o uso exclusivo dos canais oficiais:
- Meu INSS (Site ou App): Acesse com sua conta Gov.br. Procure pela opção “Agendamentos/Solicitações” e busque pelo serviço de contestação de descontos.
- Telefone 135: Atendimento disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. A ligação é gratuita.
- Correios: Mais de 5 mil unidades oferecem suporte gratuito para quem possui dificuldade com ferramentas digitais.
Importante: O INSS reforça que não entra em contato por WhatsApp pedindo senhas ou fotos de documentos para realizar o ressarcimento. Desconfie de tentativas de golpe.
O Papel da Justiça e da CGU

Gilberto Waller destacou que o foco atual é a recuperação de ativos. A AGU e a CGU estão entrando com ações judiciais contra as entidades envolvidas na fraude para rastrear os recursos desviados e recompor o caixa da Previdência Social. A cúpula do instituto responsável pelos acordos fraudulentos foi afastada ainda em abril, garantindo a integridade dos novos processos.
