Durante cúpula do Mercosul, presidente brasileiro critica presença de potências extrarregionais no continente e se oferece para mediar conflito entre Washington e Caracas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom neste sábado (20) contra a possibilidade de uma escalada militar na América do Sul. Durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu, Lula classificou uma eventual intervenção armada na Venezuela como uma “catástrofe humanitária” e criticou o fortalecimento da presença militar dos Estados Unidos na região.
A declaração ocorre um dia após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar em entrevista à NBC News que “não descarta” uma guerra contra o país caribenho.
🛡️ Geopolítica: “Fantasmas das Malvinas”

Lula comparou o atual cenário de tensão ao conflito de 1982, sugerindo que a soberania regional está sob ameaça de forças externas.
- Presença Extrarregional: “Passadas mais de quatro décadas desde a guerra das Malvinas, o continente americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”, afirmou o presidente brasileiro.
- Crise no Caribe: Operações navais dos EUA, justificadas pela Casa Branca como combate ao narcotráfico, já resultaram em pelo menos 104 mortes em ataques a embarcações desde setembro.
- Direito Internacional: Para Lula, as ações unilaterais de Washington estão testando os “limites do direito internacional”.
🤝 Brasil como Mediador Diplomático

Diante do iminente risco de guerra, o governo brasileiro busca se posicionar como uma ponte para o diálogo. Lula reforçou sua disposição em mediar a crise entre Donald Trump e o regime de Nicolás Maduro.
O objetivo da diplomacia brasileira é encontrar uma “saída negociada” que evite o derramamento de sangue e preserve a estabilidade econômica e social do bloco sul-americano.
