Em telefonema, Lula propõe Palestina no Conselho da Paz e restrição do grupo à Faixa de Gaza; Trump aceita plano de cooperação contra crime organizado.
A conversa marcou a primeira vez que Lula endereçou formalmente suas críticas ao Conselho da Paz de Trump. Embora tenha sido convidado para o colegiado, o brasileiro condicionou sua participação a mudanças estruturais que evitem o esvaziamento da ONU.
🕊️ As Condições de Lula para o Conselho de Paz

Para o Brasil, o conselho não pode ser um “substituto” da ONU, mas um braço de ação específica:
- Assento para a Palestina: Lula sugeriu que a Autoridade Palestina tenha voz direta no grupo para garantir a legitimidade das decisões.
- Foco em Gaza: O presidente defendeu que o conselho limite sua atuação ao conflito em Gaza, em vez de se tornar uma entidade de governança global permanente.
- Reforma da ONU: Lula aproveitou para cobrar o apoio de Trump à ampliação do Conselho de Segurança da ONU, com mais membros permanentes (incluindo o Brasil).
🚔 Aliança contra o Crime Organizado



Um ponto de rara harmonia foi a segurança. Trump recebeu bem a proposta de Lula para um “pacto de repressão”:
- Lavagem de Dinheiro: Troca de inteligência financeira para rastrear ativos de cartéis e facções.
- Tráfico de Armas: Fortalecimento da fiscalização nas rotas que abastecem o crime organizado no continente.
- Venezuela: Ambos concordaram com a necessidade de preservar a estabilidade regional, embora com nuances diferentes sobre como lidar com o regime de Caracas.
🗓️ Agenda Internacional de Lula


A visita de Estado a Washington já tem uma janela definida. O presidente brasileiro cumprirá uma maratona diplomática em fevereiro antes de desembarcar nos EUA:
- Fevereiro: Viagem estratégica à Índia e à Coreia do Sul (foco em tecnologia e abertura de mercados de carne).
- Março: Encontro bilateral com Trump na Casa Branca, em Washington.
- Abril: Participação na Feira de Hannover, na Alemanha.
