Malafaia Ataca Encontro de Lula com Bispo Samuel Ferreira e Diz Sentir ‘Vergonha’ de Apoio Evangélico ao Presidente

Redação Pernambuco Informa

A foto que registrou o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o bispo Samuel Ferreira e o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), ambos da Assembleia de Deus de Madureira, gerou uma forte reação na ala evangélica aliada ao bolsonarismo.

O pastor Silas Malafaia, um dos maiores apoiadores de Jair Bolsonaro, publicou um vídeo com duras críticas ao encontro, que ocorreu no Palácio do Planalto na quinta-feira (16).

Crítica Indireta ao Bispo Samuel Ferreira

Sem citar nominalmente o Bispo Samuel Ferreira, o vídeo de Malafaia foi amplamente interpretado como uma resposta direta à aproximação entre a liderança da Assembleia de Deus de Madureira e o Governo Federal.

  • Conteúdo da Crítica: Malafaia afirmou que “um verdadeiro cristão não apoia Lula”. Para reforçar seu argumento, ele exibiu trechos antigos de Lula, incluindo declarações em que o petista manifestava orgulho em ser chamado de comunista, um ponto de alta rejeição entre evangélicos conservadores.
  • “Vergonha”: O pastor evangélico expressou indignação, dizendo sentir “vergonha de ver um irmão evangélico dizer que apoia um cara desse”.
  • Justificativa Antiga: Malafaia reconheceu ter apoiado Lula em 2002, mas justificou a antiga postura alegando que, na época, o presidente “ainda não havia mostrado sua ideologia” e nem estava envolvido em denúncias de corrupção.

A gravação reforça o distanciamento político de Malafaia em relação a Lula e consolida sua aliança com o ex-presidente Bolsonaro.

Bastidores da Reunião no Palácio

O encontro entre Lula, Samuel Ferreira e Cezinha de Madureira durou cerca de duas horas e contou também com a presença do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias.

A presença de Messias, que é evangélico, é vista como estratégica. Segundo colunistas, a reunião teria reforçado a intenção do presidente em indicar o AGU para a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), um movimento que busca aplacar a insatisfação de setores religiosos com as indicações anteriores de Lula à Corte.

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