Na manhã de quinta-feira, 14 de agosto de 2025, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPPE), junto à 29ª Promotoria Criminal da Capital, deflagraram uma operação de caráter nacional contra um esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura do Recife. Com apoio dos MPEs de Minas Gerais e Maranhão, a ação teve como foco a investigação de desvio de verbas públicas e fraudes em contratos destinados à manutenção e recuperação de prédios públicos.
No total, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife e Paulista (PE), além de municípios em Minas Gerais — como Belo Horizonte, Pouso Alegre, João Pinheiro, Montes Claros e Conselheiro Lafaiete — e em Chapadinha (MA). A operação mobilizou cerca de 150 profissionais, entre promotores, servidores do MP, policiais civis e militares de diferentes estados.
As investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa que operava por meio da criação de atas de registro de preços “sob medida”, permitindo contratações diretas por órgãos públicos sem participação na licitação original — prática conhecida como “barriga de aluguel”. O esquema envolvia conluio entre empresas de Pernambuco e Minas Gerais, bem como possíveis servidores públicos e agentes responsáveis pela fiscalização das obras.
As atas em questão abrangem serviços de manutenção predial e somam mais de R$ 500 milhões — das quais a Prefeitura do Recife aderiu e contratou mais de R$ 100 milhões. Também há indícios de pagamentos duplicados por um mesmo serviço de engenharia, apontando para irregularidades graves nos processos de contratação.
