Presidente dos EUA teria desistido de apoiar a líder opositora após ela aceitar honraria que ele cobiçava; Trump agora defende administração direta dos EUA sobre a Venezuela.
A relação entre Donald Trump e a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, sofreu uma reviravolta dramática após a captura de Nicolás Maduro. Segundo reportagem do The Washington Post, o motivo do distanciamento não seria político ou estratégico, mas pessoal: a aceitação do Prêmio Nobel da Paz por parte de Machado, uma honraria que o presidente americano desejava para si.
O “Pecado Imperdoável” de Machado

Fontes ligadas à Casa Branca revelaram que Trump ficou profundamente contrariado quando Machado foi anunciada como vencedora do prêmio. Embora ela tenha dedicado a honraria ao presidente dos EUA em uma tentativa de demonstrar lealdade, o gesto foi interpretado por Trump como uma afronta à sua própria imagem de “pacificador global”.
“Se ela tivesse rejeitado o prêmio e dito que a honra pertencia a Donald Trump, seria a presidente da Venezuela hoje”, afirmou uma fonte próxima à presidência ao jornal norte-americano.
Mudança de Discurso: De Aliada a “Sem Respeito”

A mudança no tratamento ficou evidente na coletiva de imprensa realizada no último sábado (3). Trump, que antes via em Machado a face da resistência democrática, mudou o tom drasticamente:
- Falta de Apoio: O presidente alegou que ela “não tem o apoio ou o respeito” necessários para liderar o país.
- Tutela Americana: Em vez de uma transição imediata para a oposição local, Trump reafirmou que os EUA administrarão a Venezuela até que ele considere o momento “adequado”.
- Controle de Recursos: A prioridade agora parece ser a reestruturação da infraestrutura petrolífera por empresas americanas, deixando a liderança política venezuelana em segundo plano.
Impacto na Oposição Venezuelana

A decisão de Trump deixa a oposição em Caracas em uma situação vulnerável. Sem o reconhecimento formal de Washington como governo legítimo, Machado e seus aliados perdem o poder de negociação sobre os ativos venezuelanos no exterior e ficam sob a sombra de um governo militar provisório comandado pelo Pentágono.
Analistas sugerem que essa postura de Trump reforça o caráter unilateral da intervenção, afastando a narrativa de “libertação democrática” e aproximando-a de uma ocupação administrativa por interesses econômicos e de ego pessoal.
