Reunião em Berlim: Zelensky Negocia Fim do Conflito com Enviados dos EUA

Redação Pernambuco Informa

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, se reuniu neste domingo (14) em Berlim com uma delegação de alto nível dos Estados Unidos, que incluiu o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner (genro de Donald Trump), para negociar uma solução diplomática para o conflito com a Rússia.

A reunião durou mais de cinco horas e contou com a presença do chanceler alemão, Friedrich Merz, além do comandante-em-chefe da Otan na Europa, o general americano Alexus Grynkewich.

Avanços e Planos de Paz

Após o encontro, o enviado especial Steve Witkoff declarou na rede social X que houve “muitos avanços” nas conversas e que as discussões foram “profundas sobre o plano de paz de 20 pontos, programas econômicos e mais”. Um novo encontro está previsto para a manhã de segunda-feira.

O objetivo do presidente americano é encerrar o conflito que se arrasta há quase quatro anos, embora questões-chave permaneçam pendentes:

  • Concessões territoriais da Ucrânia.
  • Garantias de segurança exigidas por Kiev.
  • Aceitação russa das propostas europeias e americanas.

🛡️ Garantias de Segurança e Concessões Territoriais

Zelensky reiterou a importância do diálogo e das garantias de segurança para evitar futuros ataques russos em caso de cessar-fogo.

  • Mecanismo de Segurança: Kiev está considerando um plano-quadro de 20 pontos, que culmina em um cessar-fogo e busca garantir que “a guerra não se repita”. As “discussões bilaterais de segurança” consideram um mecanismo inspirado no Artigo 5 da Otan (proteção mútua), mas sem a adesão formal da Ucrânia à aliança.
  • Posição Territorial: Zelensky espera que os EUA apoiem a ideia de congelar a linha de frente onde está, argumentando que essa é a opção “mais justa”, em vez de ceder toda a região leste do Donbass, conforme exigência de Moscou.

O presidente ucraniano afirmou que ainda aguarda uma resposta oficial de Washington à versão mais recente do plano de paz, revisada esta semana por Kiev e seus aliados europeus.

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