A Comissão Europeia deu um passo histórico ao propor a proibição das importações de gás natural liquefeito (GNL) do governo russo, como parte de um novo e robusto pacote de sanções contra Moscou. Esta é a primeira vez que o gás natural russo é diretamente alvo de sanções, que, se aprovadas, impedirão os estados-membros de comprar essa fonte de energia a partir de 1º de janeiro de 2027.
“Temos Mesmo que Agir”: A Urgência das Novas Medidas

A decisão reflete a crescente urgência na resposta da UE à agressão russa. Em declaração, Dan Jorgensen, Comissário Europeu para a Energia, enfatizou a gravidade da situação: “Até a data não tivemos sanções para a compra de gás da Rússia e isso agora vai mudar. A situação é muito grave, Putin recusa ir para a mesa de negociações. Temos drones russos em território dos Estados-membros e isto, obviamente, não vai continuar. Tem de ter consequências.”
O novo pacote se concentra no GNL, marcando um “passo em frente e uma maior pressão que exercemos sobre a Rússia”. Jorgensen também abordou as sanções ao petróleo, mencionando a “frota fantasma” russa, que tem sido uma forma de contornar as restrições, e prometeu medidas para atingir essa prática.
Petróleo Russo e Pressão Externa

Embora o novo pacote de sanções afete o petróleo russo, ele não altera a isenção concedida há três anos à Hungria e à Eslováquia, que continuam a comprar petróleo russo pelo oleoduto Druzhba.
A proposta de Bruxelas surge em um momento de intensa pressão internacional, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificando os apelos para que os países europeus interrompam a compra de energia russa. A medida representa um marco na tentativa da UE de reduzir sua dependência energética da Rússia e fortalecer sua postura contra as ações de Moscou.
