Sucessor de Ricardo Lewandowski, o novo ministro defende a integração federativa e a asfixia financeira de facções; Lula cobra que a segurança pública deixe de ser pautada por “mortes em favelas”.
A cerimônia de posse, embora singela a pedido do próprio ministro, trouxe declarações fortes do presidente Lula, que vinculou a gestão de Lima e Silva ao combate à corrupção estrutural e à sonegação fiscal como formas de derrotar a criminalidade.
👤 Quem é o Novo Ministro?

Wellington César Lima e Silva é um nome de extrema confiança do núcleo baiano do governo (especialmente de Jaques Wagner e Rui Costa).
- Histórico: Foi Procurador-Geral de Justiça da Bahia e já havia ocupado o Ministério da Justiça por apenas 11 dias em 2016 (governo Dilma), saindo na época por uma decisão do STF sobre a incompatibilidade entre o cargo e a carreira no Ministério Público.
- Trajetória Recente: Antes de assumir a pasta, foi Secretário Especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil e Advogado-Geral da Petrobras.
- Equipe: Em seu primeiro ato, confirmou a manutenção dos diretores-gerais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, sinalizando continuidade operacional.
🎯 Os 4 Pilares da Nova Gestão

Em seu discurso, Lima e Silva estabeleceu os eixos fundamentais de sua atuação:
- Inteligência: Priorizar a investigação sobre o confronto direto.
- Fortalecimento Institucional: Recuperar a capacidade técnica dos órgãos de controle.
- Cooperação Federativa: Articular com governadores para uma segurança pública nacionalizada.
- Eficiência no Gasto: Otimizar os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
⚖️ A Missão Legislativa: PEC da Segurança e Lei Antifacção

O novo titular assume sob pressão para destravar pautas vitais no Congresso:
- PEC da Segurança Pública: Lula afirmou ter “confiança” na aprovação da proposta que define o papel da União na segurança, integrando forças federais e estaduais.
- Projeto de Lei Antifacção: Nova legislação que endurece as penas para lavagem de dinheiro e desarticula as estruturas econômicas de milícias e facções.
“Não se combate o crime organizado apenas com força policial, mas com inteligência e asfixia financeira. É uma tarefa para esta e para as futuras gerações”, afirmou Wellington César.
