⚖️ STF Arquiva Inquérito contra Zambelli por Obstrução, mas Extradição na Itália Segue Ativa

Redação Pernambuco Informa

Alexandre de Moraes acolhe parecer da PGR por falta de provas em investigação sobre declarações de asilo; ex-deputada continua presa em Roma aguardando decisão final sobre retorno ao Brasil.

O arquivamento foca nas falas de Zambelli sobre pedir asilo a Donald Trump e adotar “modus operandi” ilícitos, mas não anula sua condenação principal de 10 anos de prisão.

📂 O motivo do arquivamento

A decisão de Moraes seguiu estritamente o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR):

  • Falta de Materialidade: A PGR concluiu que declarações em entrevistas sobre intenção de fuga ou pedidos de asilo, por si só, não configuraram provas suficientes de coação no curso do processo ou obstrução real.
  • Decisão Técnica: Ao acolher o pedido do órgão acusador, Moraes aplica o rito padrão onde, sem o interesse de denunciar por parte da PGR, o juiz encerra a investigação.

🇮🇹 A Situação em Roma: O que acontece agora?

O arquivamento deste inquérito não altera a ordem de prisão que levou Zambelli à cadeia em solo italiano.

  1. A Condenação: Ela foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão pelo caso da invasão ao sistema do CNJ (o “falso mandado de prisão” contra o próprio Moraes), executado pelo hacker Walter Delgatti.
  2. Dupla Cidadania: Zambelli tentou usar sua cidadania italiana para evitar a extradição, alegando perseguição política.
  3. Audiência Decisiva: A Justiça italiana marcou para as próximas semanas a audiência que definirá se ela será enviada de volta ao Brasil ou se poderá cumprir a pena (ou aguardar recursos) em território europeu.

🔗 O elo com o “Hacker da Vaza Jato”

Vale lembrar que Walter Delgatti também foi condenado e permanece preso. O depoimento dele, confirmando que agiu sob ordens e pagamento da então deputada, foi a peça-chave que sustentou a condenação de 10 anos que Zambelli agora tenta evitar.

🏛️ Impacto Político

Para a oposição, o arquivamento deste inquérito é lido como uma prova de “excesso” em investigações anteriores. Para os juristas, é apenas o funcionamento regular do sistema acusatório. No entanto, o foco real do mundo político está na Itália, cujo governo de direita tem histórico de resistência em extraditar cidadãos italianos, embora o crime em questão seja de natureza comum/eletrônica, e não estritamente político.

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