Presidente da Câmara estabelece calendário rigoroso: CCJ em março, Comissão Especial em abril e Plenário em maio; debate busca equilíbrio entre bem-estar e impacto econômico.
A estratégia de Motta é dar uma resposta rápida à pressão das redes sociais, mas garantindo um rito que ouça tanto sindicatos quanto as confederações patronais.
🕒 O “Cronograma Motta” para a PEC 6×1

Para que a proposta vire realidade, ela precisa percorrer este caminho nos próximos 90 dias:
- Março (CCJ): Análise da admissibilidade (se a proposta é constitucional). Motta acredita em aprovação tranquila nesta fase.
- Abril (Comissão Especial): Criação de um colegiado para debater o mérito, realizar audiências públicas com empresários e trabalhadores e sugerir alterações no texto original.
- Maio (Plenário): Votação decisiva em dois turnos, exigindo 308 votos favoráveis para seguir ao Senado.
“Queremos fazer uma discussão sem atropelos, sem ideologia, olhando de fato os prós e os contras de tomar essa decisão.” — Hugo Motta
🚨 Prioridade Imediata: PEC da Segurança Pública

Apesar do foco na jornada de trabalho, a próxima semana será dominada por outro tema urgente:
- Votação Relâmpago: Motta pretende votar a PEC da Segurança Pública (que organiza o enfrentamento ao crime organizado) na Comissão Especial nesta terça-feira (03/03) e levá-la ao Plenário já na quarta-feira (04/03).
- Conexão com o PL Antifacção: Essa PEC complementa o endurecimento de penas aprovado recentemente, buscando unificar os sistemas de inteligência das polícias.
🏛️ Impacto em Pernambuco e no Setor de Serviços

Para cidades com forte vocação turística e comercial, como Gravatá e Recife, o avanço da PEC 6×1 em maio gera expectativas e cautela:
- Hotelaria e Gastronomia: São os setores que mais utilizam a escala 6×1. Empresários locais monitoram se haverá incentivos fiscais ou regras de transição para evitar demissões em massa devido ao aumento de custos.
- Saúde Mental: Defensores da proposta em Pernambuco argumentam que a mudança será um divisor de águas para a qualidade de vida do trabalhador nordestino, historicamente submetido a jornadas exaustivas.
