O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou ter recebido com “pesar” a notícia de que o governo dos Estados Unidos retirou as sanções impostas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane, da lista de punidos pela Lei Magnitsky.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, aliados apontados como os principais articuladores das sanções junto ao governo americano, divulgaram uma Nota Pública lamentando a decisão.
Perda de “Janela de Oportunidade”

Na nota, postada no X (antigo Twitter), o deputado e seu aliado criticaram a falta de coesão interna no Brasil:
“Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais.”
Eles expressaram gratidão ao presidente americano, Donald Trump, pelo apoio demonstrado à “grave crise de liberdades que assola o Brasil”.
⚖️ Sanções e Contexto Político

- A Sanção: Moraes foi incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho deste ano. A sanção resultava no bloqueio de eventuais bens do ministro, da esposa e de uma empresa do casal nos EUA. Cidadãos americanos estavam proibidos de realizar transações financeiras com eles.
- O Motivo Inicial: À época da sanção, os EUA justificaram a decisão citando o processo que corria no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
- Reação de Moraes: Na ocasião, o ministro classificou a sanção como “ilegal e lamentável”, defendendo a “independência do Judiciário” e a “Soberania nacional”.
📞 Articulação do Governo Brasileiro



O governo brasileiro trabalhava com sinais de que a retirada das sanções ocorreria, possivelmente antes do fim do ano. O tema foi pauta em reuniões, tanto em nível ministerial (entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio) quanto em nível presidencial (telefonema entre Lula e Trump).
