Presidente da Câmara unifica projetos e promete debate “equilibrado”; proposta prevê redução da jornada semanal e o fim do modelo de apenas uma folga.
A movimentação ocorre sob forte pressão popular e das redes sociais. Hugo Motta, que assumiu a presidência com um perfil mediador, indicou que a tecnologia deve ser a aliada para reduzir a carga horária sem destruir a competitividade das empresas.
🛤️ O Caminho da PEC na Câmara

Agora que a proposta foi encaminhada, o rito legislativo seguirá estas etapas obrigatórias:
- CCJ (Comissão de Constituição e Justiça): Analisa se a proposta não fere a Constituição Federal (Admissibilidade).
- Comissão Especial: Se aprovada na CCJ, cria-se um grupo para discutir o mérito (o conteúdo real da lei) e ouvir setores da economia e sindicatos.
- Plenário: A PEC precisa de 308 votos em dois turnos de votação para ser aprovada e seguir para o Senado.
⚖️ O Debate: Equilíbrio vs. Responsabilidade

Hugo Motta enfatizou que o Brasil precisa se modernizar, mas alertou para a necessidade de ouvir “todos os setores”. Os principais pontos de embate são:
- Setor de Serviços e Comércio: Alega que o fim da escala 6×1 pode aumentar custos operacionais e gerar inflação nos preços finais.
- Defensores da Proposta: Argumentam que a redução da jornada melhora a saúde mental, diminui o absenteísmo e estimula o consumo, já que o trabalhador terá mais tempo livre.
“O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás”, declarou Motta, indicando que a automação pode compensar a redução de horas humanas.
🏛️ Impacto em Gravatá e Região

Para cidades como Gravatá, onde o comércio, a gastronomia e a hotelaria são os motores da economia, essa PEC terá impacto direto:
- Escalas de Final de Semana: Hotéis e restaurantes precisarão se readequar para manter o funcionamento pleno aos sábados e domingos sem a jornada 6×1.
- Novas Contratações: Especialistas preveem que a mudança pode gerar uma onda de contratações para cobrir os novos turnos de folga.
