📊 Vontade Popular: 73% dos Brasileiros querem o fim da escala 6×1 sem corte salarial

Redação Pernambuco Informa

Pesquisa Nexus aponta apoio massivo à redução da jornada; 62% da população já acompanha o debate no Congresso, mas conhecimento profundo sobre a proposta ainda é baixo.

O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas e mostra que a principal preocupação do trabalhador é a estabilidade financeira: o apoio cai drasticamente se a mudança implicar em redução de salário.

📈 Raio-X da Opinião Pública

A pesquisa detalha como o brasileiro enxerga a mudança na rotina de trabalho:

PerguntaResultado (%)
Apoiam 2 dias de folga (mínimo)84%
Apoiam fim da 6×1 (sem corte salarial)73%
Apoiam fim da 6×1 (com corte salarial)30%
Já ouviram falar do debate62%
Conhecem bem a proposta12%

🔍 O “Fator Bolso”

O estudo da Nexus identificou um movimento curioso entre os que eram inicialmente contra a mudança:

  • Mudança de ideia: Dos 22% que se declararam contrários ao fim da escala 6×1, quase metade (10%) admitiu que passaria a apoiar a medida se tivesse a garantia de que o salário não seria reduzido.
  • Resistência Fixa: Apenas 11% da população se mantém contra a mudança independente das condições financeiras.

🛤️ Impacto no Legislativo

Estes números chegam à Mesa Diretora da Câmara no momento em que o presidente Hugo Motta encaminhou a PEC para a CCJ. Os parlamentares costumam ser sensíveis a temas com mais de 70% de aprovação popular, o que pode:

  1. Acelerar a Relatoria: Pressão para que a CCJ dê o parecer de admissibilidade ainda neste semestre.
  2. Dificultar Alterações: Torna mais difícil para a bancada empresarial propor emendas que permitam a redução proporcional de salários, algo que a pesquisa mostra ter rejeição de 70% da população.

🏛️ Conhecimento da Pauta

Apesar da viralização do tema, a pesquisa acende um alerta: 35% dos brasileiros nunca ouviram falar sobre o fim da escala 6×1. Isso indica que, embora o apoio seja alto entre quem conhece, ainda há um vasto campo para o debate público e para a “guerra de narrativas” entre sindicatos e associações comerciais.

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