⚖️ Judiciário: STF decide que julgará Bolsonaro por calúnia contra procuradora

Redação Pernambuco Informa

A ministra Cármen Lúcia reviu sua posição anterior, acompanhando a nova jurisprudência do Supremo. O caso envolve declarações de 2022 sobre um suposto crime ambiental ocorrido em 2012.

🔍 O Caso em Detalhes

  • A Acusação: A procuradora Monique Cheker acusa Bolsonaro de calúnia após ele afirmar, em entrevista à Jovem Pan em 2022, que ela teria “forjado provas” em uma investigação de crime ambiental (pesca em área protegida em Angra dos Reis).
  • A Mudança de Competência: O processo, que havia sido enviado à Justiça Federal do DF em 2023, retorna ao STF. Isso ocorre porque o Plenário decidiu que o foro deve ser mantido se o crime foi praticado no exercício do cargo e em razão dele.
  • Votação Unânime: Acompanharam a relatora Cármen Lúcia os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
  • Próximo Passo: Antes de prosseguir com o julgamento, o STF deu um prazo de 10 dias para que ambos os lados informem se têm interesse em uma audiência de conciliação.

🏛️ O Impacto da Nova Jurisprudência

A decisão reafirma o “superpoder” do foro privilegiado estabelecido em março de 2025:

  1. Continuidade: Mesmo que o político perca o mandato ou seja derrotado nas urnas, se o suposto crime ocorreu enquanto ele era presidente (e usou da função para tal), o STF não perde o caso.
  2. Centralização: Isso evita que processos contra ex-autoridades fiquem “pulando” de instância em instância, garantindo uma resposta final da Suprema Corte.

📍 Reflexos em Gravatá: O Debate nas Redes e Calçadas

Como todo assunto que envolve o ex-presidente e o STF, a notícia reverbera com força em Gravatá:

  • Polarização Jurídica: Nos grupos de WhatsApp e cafés da cidade, os defensores de Bolsonaro veem a medida como mais uma “perseguição do sistema”, enquanto opositores celebram a manutenção do caso na Suprema Corte como garantia de rigor.
  • Dúvidas sobre o Foro: Há muita dúvida entre os cidadãos gravataenses sobre como as leis mudam. Explicar que o STF alterou as regras do foro privilegiado recentemente ajuda a entender por que o processo “voltou” para Brasília após ter descido para a primeira instância.
  • Impacto Eleitoral: Com as eleições municipais e estaduais no horizonte, o andamento de processos contra figuras nacionais no STF serve de termômetro para os palanques em Gravatá, influenciando o discurso de aliados locais do PL.

📋 Cronologia do Processo

DataEventoStatus
Janeiro/2022Entrevista à Jovem PanBolsonaro acusa procuradora de forjar provas.
Março/2023Envio para o DFCármen Lúcia remete o caso para a 1ª instância.
Março/2025Nova Regra do ForoPlenário do STF fixa que foro permanece após mandato.
28/Abril/2026Decisão UnânimeSTF reassume a competência do julgamento.
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