Alcolumbre e Hugo Motta faltam a ato do 8 de Janeiro e isolam Planalto em solenidade

Redação Pernambuco Informa

Presidentes do Senado e da Câmara alegam agendas locais e compromissos pessoais para não comparecer ao evento de Lula; ausências ocorrem em meio à pressão pelo projeto de anistia.

Nesta quinta-feira (8), o governo federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) realizam mais uma edição da solenidade “Democracia Inabalada”, marcando os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes. No entanto, o evento sofre um revés político com as ausências confirmadas de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara.

Justificativas e Recesso Parlamentar

Diferente de 2024, quando o Congresso co-organizou o evento no Salão Negro, em 2026 o Legislativo não preparou cerimônias próprias.

  • Davi Alcolumbre: Informou que permanecerá no Amapá para agendas de trabalho em sua base eleitoral.
  • Hugo Motta: Justificou a falta por “compromissos pessoais” durante o período de recesso.
  • Histórico de Ausências: O distanciamento não é inédito. Em 2025, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco também não compareceram à cerimônia no Planalto, enviando representantes de segundo escalão.

O Peso do Apoio Bolsonarista e a Pauta da Anistia

Analistas políticos apontam que as ausências possuem um cálculo eleitoral e institucional claro:

  1. Apoio da Direita: Tanto Alcolumbre quanto Motta foram eleitos para as presidências das Casas com forte apoio de blocos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Participar de um ato organizado por Lula e pelo STF poderia gerar desgaste com suas bases e partidos (PL e PP).
  2. Projeto de Anistia: O Congresso Nacional aprovou recentemente o projeto que prevê anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. A expectativa de que o presidente Lula vete a proposta cria um clima de confronto direto entre os poderes. Ao não comparecerem, os líderes evitam endossar a narrativa de punição rigorosa defendida pelo governo.

Quem participará?

A solenidade deve ser marcada por um perfil mais voltado ao Executivo e Judiciário:

  • Presenças confirmadas: Presidente Lula, ministros de Estado, ministros do STF e representantes de movimentos sociais.
  • Representação do Legislativo: Expectativa de que apenas vice-presidentes ou secretários das Casas compareçam para manter o protocolo diplomático, sem o peso político dos titulares.
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