Hugo Motta Defende Bolsonaro e Minimiza Atuação no 8/1: ‘Não Tem Como Aplicar Golpe Fora do País’

Redação Pernambuco Informa

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), saiu em defesa de Jair Bolsonaro ao comentar o julgamento da trama golpista pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Motta argumentou que o ex-presidente não poderia ter sido um agente ativo nos atos de 8 de janeiro, pois estava fora do Brasil na ocasião.

Em entrevista, o deputado buscou diferenciar os papéis, sugerindo uma participação indireta de Bolsonaro:

“Temos que, de certa forma, olhar a situação por outro ângulo, porque o presidente estava fora do País. Ele não estava aqui tramando. Não tem como você dar um golpe estando em outro país. Penso que há papéis ali que nós precisamos diferenciar. Acho que o papel dele foi muito mais de conivência do que de atuação.”

Motta ressaltou a importância de esclarecer esses papéis para que, “ao final, não se cometa injustiça com ninguém.”

Visão Sobre os Manifestantes

Ainda sobre os atos de 8 de janeiro, o presidente da Câmara opinou que muitos dos manifestantes que participaram da depredação das sedes dos Três Poderes agiram sem um entendimento claro de seus objetivos:

“Eu entendo que, naquela conformação da manifestação, havia muitas pessoas que, acredito, nem sabiam por que estavam ali. Estavam apenas revoltadas com o resultado da eleição e agiram de maneira muito grave,” afirmou.

Elogios ao STF e o PL da Dosimetria

Apesar de defender Bolsonaro e justificar a ação de manifestantes, Motta enalteceu o papel do STF na condução dos processos contra os réus golpistas, destacando que a Corte agiu de forma enérgica e teve um caráter pedagógico na preservação da jovem democracia brasileira.

Por fim, o deputado abordou o andamento do PL da Dosimetria, que visa revisar e possivelmente reduzir as penas aplicadas aos réus do 8/1:

  • Necessidade de Articulação: Motta enfatizou que o projeto (originalmente chamado PL da Anistia) precisa ser “construído a quatro mãos”, com participação da Câmara e do Senado.
  • Motivação: O objetivo é buscar uma solução para penas que, em alguns casos, foram aplicadas de “maneira exagerada” e que possam ser revistas pelo próprio Judiciário, evitando que a Câmara aprove uma matéria que o Senado não irá apreciar.
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