]Teerã declara forças americanas como “alvos legítimos” caso Trump autorize ofensiva; protestos no país já deixam 116 mortos e milhares de presos em três semanas de repressão.
O governo iraniano endureceu sua diplomacia de guerra nesta terça-feira (13). Enquanto as ruas de Teerã e Mashhad ardem em protestos motivados pelo colapso econômico, o regime busca unificar o país contra um “inimigo externo”. O alerta do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, é uma resposta direta à movimentação de tropas e navios americanos no Golfo Pérsico.
O Cenário de Guerra

O tabuleiro geopolítico apresenta três frentes críticas:
- Ameaça de Teerã: O Irã afirma possuir mísseis capazes de atingir bases americanas no Iraque, Catar e Bahrein, além de infraestruturas estratégicas em Israel (chamado pelo regime de “território ocupado”).
- Postura de Trump: O presidente americano mantém a pressão máxima, utilizando as redes sociais para incentivar a queda do regime e, nos bastidores, avaliando opções de ataques cirúrgicos a centros nucleares ou bases da Guarda Revolucionária.
- Fator Israel: Com o exército israelense em alerta máximo e a iminência de novos combates com o Hamas, a inteligência de Tel Aviv monitora se o Irã tentará desviar o foco de seus problemas internos ativando grupos aliados nas fronteiras de Israel.
Crise Humanitária e “Apagão”

Enquanto o discurso oficial foca na guerra, a realidade interna é de violência:
- Mortes e Prisões: 116 mortos confirmados e cerca de 2.600 detidos, incluindo líderes estudantis e ativistas.
- Censura Digital: O governo mantém o corte de internet e telefonia para evitar que vídeos da repressão da milícia Basij alcancem a comunidade internacional.
- Gritos no Plenário: A cena de deputados gritando “Morte à América” na TV estatal sinaliza que a ala radical do governo recuperou o controle total da narrativa pública.
O Peso da Decisão Final

Apesar das ameaças de Qalibaf, a palavra final sobre um conflito armado cabe exclusivamente ao líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Analistas sugerem que o Irã pode estar blefando para forçar uma retirada americana, mas a imprevisibilidade de Trump e a fragilidade do regime iraniano tornam o erro de cálculo uma possibilidade real.
