Luto na música: Bonnie Tyler, voz de ‘Total Eclipse of the Heart’, morre aos 75 anos

Redação Pernambuco Informa

O mundo da música pop e do soft rock perdeu uma de suas vozes mais marcantes. A cantora britânica Bonnie Tyler faleceu de forma inesperada na noite desta quinta-feira (9), aos 75 anos, em um hospital em Portugal. A informação foi confirmada oficialmente por sua família e equipe em nota pública.

A artista galesa estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde meados de junho, após ter passado por um coma induzido. As complicações de saúde de Bonnie começaram em maio, quando ela foi submetida a uma cirurgia intestinal de emergência e, no dia seguinte, sofreu uma parada cardiorrespiratória.

A voz rouca que marcou gerações

Nascida Gaynor Hopkins no País de Gales, a cantora transformou o que poderia ter sido um problema em sua marca registrada: após passar por uma cirurgia nas cordas vocais na década de 1970, sua voz ganhou um tom rouco e potente que conquistou o planeta.

O primeiro grande sucesso global veio com “It’s a Heartache”, mas foi nos anos 1980 que ela se tornou um ícone definitivo da cultura pop com hits atemporais:

  • Total Eclipse of the Heart (1983): Balada épica que alcançou o topo das paradas mundiais, imortalizada por um videoclipe teatral icônico;
  • Holding Out for a Hero (1984): Canção energética que ganhou uma sobrevida gigantesca com o público jovem ao integrar a trilha sonora da animação Shrek 2;
  • Outros sucessos: “Bitterblue”, “More Than a Lover” e “Lost In France”.

Parceria histórica com Fábio Jr. e carinho pelo Brasil

Para os fãs brasileiros, a partida de Bonnie Tyler traz uma nostalgia especial. Em 1986, a cantora gravou com o cantor Fábio Jr. a música “Sem Limites pra Sonhar”. A versão bilíngue estourou nas rádios nacionais e se tornou um dos maiores clássicos românticos da televisão brasileira.

Em sua última passagem pelo Brasil, em 2022 — durante a turnê de comemoração de seus 50 anos de carreira —, Bonnie relembrou com carinho do dueto em entrevista ao jornal Estadão:

“Me lembro de ele ser um homem muito bonito que me deu um anel lindo de ouro com pedras cravejadas. Ele era absolutamente lindo. Não consigo me lembrar da música agora, mas éramos número 1 no Brasil. Isso foi muito empolgante.”

O legado de Bonnie Tyler permanece vivo através de hinos que continuam atravessando décadas e embalando gerações.

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