Medida atinge 31 órgãos da ONU e 35 entidades globais; Washington abandona a Convenção do Clima (UNFCCC), a OMS e corta verbas para ajuda humanitária e refugiados.
Em um movimento que redefine a geopolítica mundial, o governo de Donald Trump anunciou a saída dos Estados Unidos de 66 organismos internacionais. A justificativa oficial da Casa Branca é que tais entidades “não servem mais aos interesses nacionais” e representam um custo desnecessário aos cofres americanos.
O Fim do Compromisso Climático

O ponto mais crítico do decreto é a retirada da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
- Impacto: Sem a UNFCCC, os EUA deixam de participar formalmente de qualquer negociação climática global (como as COPs).
- Ciência do Clima: O país também abandona o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), principal fonte de dados científicos sobre o aquecimento global, além da Agência Internacional de Energia Renovável.
Saúde e Educação: O Retorno do Isolamento


Seguindo o padrão de seu primeiro mandato, Trump reverteu decisões da gestão Biden e fechou as portas para órgãos vitais:
- OMS (Organização Mundial da Saúde): Os EUA cessam repasses e colaboração técnica em saúde pública mundial.
- UNESCO: Washington deixa novamente o órgão de educação e cultura.
- UN Oceans e UN Water: Saída de frentes que monitoram recursos naturais estratégicos.
Crise Humanitária: Cortes no ACNUR e PMA

A redução drástica na ajuda externa americana atinge diretamente as populações mais vulneráveis do mundo:
- ACNUR (Refugiados): A falta de verba americana deve paralisar campos de refugiados no Oriente Médio e África.
- PMA (Programa Mundial de Alimentos): O maior financiador do combate à fome no mundo agora retira seu apoio, colocando milhões de pessoas em risco de insegurança alimentar severa.
“America First” e a Economia de Combustíveis Fósseis

A saída de órgãos como a UN Water e a Agência de Energia Renovável está alinhada à política interna de Trump de priorizar o petróleo e o gás natural. Ao desvincular-se de órgãos de fiscalização ambiental internacional, o governo ganha liberdade para expandir perfurações em solo americano sem pressões externas por metas de emissão.
