🚔 Diretor-geral da PF Critica Incoerência no PL da Dosimetria

Redação Pernambuco Informa

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, manifestou duras críticas nesta quarta-feira (17) à discussão do PL da Dosimetria. A fala ocorreu durante a cerimônia de posse do novo superintendente da corporação no Distrito Federal, Alfredo Junqueira.

Andrei classificou a proposta como uma “incoerência” entre o discurso político e a prática legislativa, especialmente vinda de setores que defendem o endurecimento penal.

⚖️ Os Argumentos de Andrei Rodrigues

O chefe da PF defendeu que as autoridades dos Três Poderes precisam alinhar suas posturas quando o assunto é política criminal. Para ele, o projeto representa um retrocesso no combate ao crime:

  • Discurso vs. Prática: Rodrigues afirmou que não faz sentido pregar penas mais duras e, simultaneamente, propor medidas que flexibilizam punições para crimes específicos.
  • Crítica à Anistia: Ele enfatizou que “não vale pregar endurecimento de pena e, na hora da prática, propor anistia ou afrouxamento para quem comete crime organizado ou atentados contra a democracia”.
  • Expectativa de Coerência: A crítica foca na tentativa de reduzir benefícios constitucionais para crimes comuns enquanto se cria caminhos para aliviar penas de crimes políticos.

📝 O que é o PL da Dosimetria?

O projeto, que já passou pela Câmara, altera os parâmetros utilizados para calcular a duração das penas (dosimetria) aplicadas a condenados por tentativa de golpe de Estado.

  • Impacto no 8 de Janeiro: A medida beneficia diretamente os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.
  • Caso Bolsonaro: Especialistas indicam que a nova lei poderia abrir caminho para a redução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente fixada em 27 anos e três meses de prisão.
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