O cenário eleitoral para a disputa ao Senado por São Paulo ganhou novos episódios de forte polarização. Durante o Encontro Nacional do Partido Novo, realizado neste sábado (18) na capital paulista, o deputado federal e pré-candidato Ricardo Salles (Novo) subiu ao tom e disparou críticas contundentes contra adversários da esquerda, do Centrão e de vertentes da própria direita.
O evento partidário também contou com a presença do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, atual pré-candidato do partido à Presidência da República.
Alvos na Esquerda: Críticas a Simone Tebet e Marina Silva


Em seu pronunciamento, o ex-ministro do Meio Ambiente mirou nas ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que despontam como prováveis candidatas apoiadas pelo Palácio do Planalto na disputa pelas cadeiras paulistas no Congresso Nacional.
Salles classificou as duas figuras políticas como “forasteiras” no estado:
“São forasteiras que não sabem nada do Estado de São Paulo. Estão disputando a eleição aqui por puro oportunismo e graças à esquerda que domina a região central e à ‘esquerda caviar’, que é muito grande em São Paulo”, declarou o parlamentar.
Fogo Cruzado na Direita: Ataques ao presidente da Alesp

A fala de Salles não poupou a ala da direita vinculada à atual gestão estadual. Ele criticou abertamente o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), que é o nome cotado para o Senado com as bênçãos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Eduardo Bolsonaro.
- Associação a Valdemar: O pré-candidato do Novo referiu-se a André do Prado como “filhote” e “pupilo” de Valdemar Costa Neto (presidente nacional do PL);
- Crítica de Princípios: Salles argumentou que o presidente da Alesp materializa a “ausência de postura ideológica, de princípios e de valores” que ele atribui ao bloco do Centrão, relembrando que o deputado estadual apoiou Márcio França (PSB) em pleitos anteriores.
Ofensiva Geral contra o Centrão

O encerramento do discurso do deputado foi dedicado a uma forte contestação ao modelo político do Centrão. Salles defendeu a tese de que o bloco partidário atua de forma prejudicial à administração pública há quatro décadas, independentemente de qual vertente ideológica ocupe a Presidência da República.
