Ministro proíbe estados e órgãos de criarem novas verbas para driblar o limite de R$ 46,3 mil; decisão congela retroativos e exige que o Congresso aprove lei nacional sobre o tema.
Com o prazo de 60 dias para a revisão de folhas de pagamento em curso, Dino decidiu agir preventivamente para impedir que novas leis surjam enquanto o pente-fino acontece.
🚫 As principais proibições da nova decisão

Dino foi cirúrgico ao listar o que não pode mais ser feito pelas autoridades públicas:
- Novas Leis e Atos: Proibida a criação de qualquer legislação ou portaria que institua bônus, auxílios ou indenizações que, somados, ultrapassem o teto.
- Direitos Pretéritos (Retroativos): Veda o reconhecimento de supostos direitos do passado que gerariam pagamentos vultosos agora, a menos que já estivessem sendo pagos antes da liminar.
- Autonomia Não é Soberania: A regra vale para todos: Judiciário, Ministério Público, Defensorias e Tribunais de Contas, acabando com a interpretação de que órgãos autônomos poderiam gerir seus próprios limites.
⚖️ O Papel do Congresso Nacional

A decisão de Dino coloca pressão direta sobre os parlamentares. O ministro estabeleceu que:
- Vácuo Legislativo: Até que o Congresso aprove uma lei nacional unificando o que conta ou não para o teto, nenhuma norma nova pode ser editada.
- Regulamentação Definitiva: O objetivo é acabar com a “colcha de retalhos” jurídica, onde cada estado ou categoria cria suas próprias regras de isenção.
📉 Impacto no Orçamento

A revisão determinada por Dino pode gerar uma economia bilionária para os cofres públicos. No caso de Pernambuco, como vimos recentemente na ação contra a Alepe, apenas uma emenda tentando driblar o teto custaria mais de R$ 100 milhões por ano. Multiplicando isso por todos os estados e órgãos federais, o valor recuperado pode ser o maior ajuste fiscal “moralizador” da década.
🏛️ Conexão com o Caso de Pernambuco

Esta decisão de Dino reforça a posição do Governo de Pernambuco na ação contra a Alepe que mencionamos anteriormente. Se a emenda da Assembleia Legislativa de PE for considerada uma “legislação nova sobre parcelas que ultrapassam o teto”, ela entra diretamente na proibição de Dino, facilitando o trabalho do ministro André Mendonça no STF.
